quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Carne fresca? Quebre a perna!

São Paulo, 27 de Abril de 2010


[1910] - Nasce Agnes Gonxha "Madre Teresa de Calcutá", religiosa albanesa, Nobel da Paz de 1979.





Ao meu palco, um "bemvindo"!


~Início do Ato 1

Mendinguei furtos indesejáveis, olhei por olhos cuidadosos, engatilhei a mentira nos meus lábios franzidos e esperei o melhor momento. Sim, eu estava contente no momento, mas não sabia para qual maldito lado entrar. Estava confuso. Não sabia se vomitava o jantar suculento, o almoço bem servido ou o café da manhã rechado. Estava nauseado. Me sentia um verme perante aos pés que lá batiam com ansiedade, esperando o momento em que eu iniciara meu sufoco. Minha dor. Meu lugar.

Já não aguentava mais, não sabia das coisas. Minha cabeça esbranquiçou, minha pele acalafriou, e eu nem mais sabia coordenar as palavras lidas na noite anterior, a qual me trouxe cansaço, dor de cabeça e sono. Embaralhei tudo num complexo astronômico, e, ainda que fora ateu, mandei Deus cuidar de mim, fazendo o sinal da cruz como se tivera algum deficiti de cordenação física.
Para piorar, as luz que acendia e apagava me concretava durante a sessão nervosimo, sufocando-me até o ultimo suspiro exausto.

Tanto balançara a cabeça que mal sabia qual membro de mim agia primeiro. Se entrava de cabeça ou com as mãos pelos pés. Meus olhos secavam-se diante ao vento que viera da ofegância inexplicável das cólicas malditas que atordoavam meu estômago, trazendo a insaciável vontade de peidar antes que eu dissera não. Inevitavelmente ou infelizmente, eu aguentei. Saiu pela boca.

_"MERDA. Não devia ter tomado um litro de refrigerante antes de vir! Mais que merda!
Porque diabo eu fui fumar uma droga de maço antes de vir também!? MERDA!"

Meu arrependimento era igual a birra de uma menina, cujo quer por que quer o maldito pirutito ROSA com flocos de MARSHMALLOW e o palito VERDE. Exigência dos infernos!
Quanto mais eu respirava, mais ância me dava. Não me lembro se fora pelos cigarros, ou pelo refrigerante. Aposto que se tivesse alcool no refrigerante eu me dava bem! Agora passava mal diante a celebração do juízo final. O espetáculo de minha vida iria ter início e todos diante a mim iriam gargalhar até se sufocarem ou morrerem secos de tanto chorar de gargalhar, OU AINDA, jogar tudo que enche uma boa salada, de beringelas a cenouras picadas, de tomates a beterrabas cozidas.

Pela fresta mais miúda, onde se enganchara uma chave, eu via aqueles monstros com os tomates a posto. Havia uma velha com um óculos que punha medo até no segurança mais bem pago da face da terra.
E eu estava com o CÚ na mão...

_2 minutos pessoal!

_"Porra Deus, qual fora meu ato de santa maldade que cometi? Jogo-lhe tudo nas mãos tuas e foda-se!"

Me embriaguei de embaralhamentos. Vomitei. Olhei pela ultima vez a porra da luz que não parava de piscar, ofegava mais que um boi brabo, rangia os dentes, ou o que sobrara deles, coloquei-me diante o coeso e a coesão, mandei tudo pro caralho...

_3, 2, 1...

O diabo!

~
"Entrei, fiquei, gaguejei, centrei, citei, dialoguei, monologuei, discursei, falei, falei, falei, falei, monopolizei, brilhei...
Atuei."
~


~ Início do Ato 2


O sucesso da conquista inesperável, me trouxe lágrimas, as quais eu JAMAIS poderei descrever. Poderia jurar a Deus que não havia manchado meu figurino com sementes de tomates ou beterrabas. Minhas pernas trêmulas de felicidade só me agitavam mais. Meu coração parou de bater naquela mesma hora. Por fim, vira tudo que aconteceu na minha vida por completo.

Costumava ter forças para superar as questões físicas diariamente. Porém não naquele dia. Eu, pela primeira vez, brilhei diante estrelas, cujo os olhos apresentaram um certo tipo de satisfação enxarcada. Me desfiz. No dia, não me lembro da onde infernos tirei aquela coragem para me entregar ao público, não saberia explicar também como lembrei do Script ensaiado a noite inteira de olhos arregalados e o café na mão. Jamais saberia também de qual entidade divina me valeu naquele dia, pois graças a tal, entrei com pé firme.


~Início do ato 3 ~ Final

Assumo que foi a única vez que recebi aplausos. Em outros casos, recebera apenas gozações, chingamentos, ponta-pés no traseiro, rasteiras, botas, murros ou até mesmo tomates.
Por fim. Fiquei por cima. Mas na hora, abraçei a todos aqueles, os quais me deram a grande satisfação de sentir seus pés em minha bunda grande e gorda, seus murros em minha barriga grande e gorda, suas rasteiras em meus pés pequenos e gordos, seus tomates em minhas bochechas grandes, gordas e flácidas, e, até mesmo, suas botas em minhas orelhas normais.

Cai durinho no chão. Concluí meu grand finale.

_AHHHH MEU DEUS DO CÉU, ALGUÉM ME AJUDA AQUI PELO AMOR DO BOM SENHOR JESUS CRISTO! AHHHHHH.

(Gritos e agitação com direito a tumulto e a empurra empurra)


"Redijo dos mares que me levaram a perder meus medos diante aos meus convidados da noite. Um obrigado saudável. Minhas memórias me levam até aqui. Saudações."


Esse foi teu discurso final.


Fim

"O primeiro ser humano que for capaz de pizar num palco sem perder as estribeiras, será chamado de Deus, por veteranos e profissionais, e pelo próprio" oliver.




Oliver~

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