São Paulo, 25 de Agosto de 2010
[1900] - Morre Friedrich W. Nietzsche, filósofo e escritor alemão.
"Coração de madrugada"
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"Ela sempre tentou ser uma boa menina. Mas sempre quando estava olhando para mim, meu coração bloqueava os sentidos, e, mais uma vez, eu morria. Sem saber por que, perguntei a ela porque tanto me olhava. Levei um agrado. Morto, sujo, envergonhado, e com o brilho no olhar, consegui que, subitamente, ela bloqueasse seus sentidos, morrendo em meus braços que tanto anciavam por tocar em seus lindos cabelos ruivos. Mal sabia ela que tive de largar uma rosa, que estava em minha mão, para outra que caira do céu".
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Toda vez, quando me lembro, não hesito em questionar : "O amor é um mero pulso frenético que pendula num complexo sentimental, cujo autor do destino escreveu com lindos e brutos diamantes de sangue puro."
E diante da questão, a bobagem torna-se pirraça, a amargura torna-se graça, e quando se pede um basta, já é tarde na praça. E mais uma vez a espera foi varrida pelos ventos soprados por anceios meticulosos, frios e calculistas, de alguém que te espera noutro mundo.
Passaram-se anos. Esperei, aguardei, ansciei, evoquei, padeci. De trás para frente, a minha vida foi vista como um caos, de lá pra cá, um paradoxo. Um românce. Tresnotava como se fora um vampiro querendo sangue. Mas não qualquer sangue. Aquele mesmo, o qual usaram para descrever o destino dos românces, amores e desencontros, os quais eu tenho a certeza de que cada organismo, por mais preguiçoso que seja, fora corrompido.
Após aquele dia, minhas mãos secas lavaran-se diante a fonte que me trouxe a dor do amor. Eu nunca mais senti o amor. Nunca mais me coloquei diante o fogo cruzado entre a razão e a emoção, pois a partir daquele dia, eu era livre.
Oliver ~
terça-feira, 24 de agosto de 2010
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